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Eu estou:
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wSegunda-feira, Junho 20, 2005 |
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Mudança!
Então galera, a casa tá meio velha, precisa de umas demãos de tinta, trocar o encanamento todo, refazer o telhado. Resumindo, melhor arranjar uma nova.
Bem, na verdade isso já foi feito. Esse post é só um aviso de que o NoNaMe's HiDEOuT tem um novo endereço agora, www.nonameshideout.blogspot.com. Basicamente estou mudando do Blogger.com.br (da Globo.com) para o Blogger.com (da Google). Uma mudança boba para quem não é blogueiro (e até para alguns destes), mas muito grande para mim. Lá, no Blogger.com (que tem seus blogs com a terminação .blogspot.com), poderei atualizar o HiDEOuT de uma forma mais veloz e dinâmica usando o maravilhoso w.bloggar (criado por um brazuca), também terei meu blog distribuído por RSS (sei que a maioria dos meus leitores não usam, nem conhecem o RSS, mas qeum conhece, não consegue usar a web de outra forma) e também poderei publicar fotos direto do flickr, sem ter que ficar colocando aqueles badges, como no post anterior (que foi ignorado no novo blog).
Algumas mudanças acontecem. Os gatinhos vão embora e o visual do blog fica bem mais sóbrio e clean. Foi difícil pra mim me acostumar com ele de início, mas agora já é algo bem mais agradável do que aqui. Outra coisa é que não mais vou postar com nomes diferentes (sim, eu fazia isso). Não, calma, o NoNaMe, o Dante, o Ahn e o Lord ainda existem, só que eu não vou mais ficar definindo quem disse o que e quando. Se eles quiserem falar, falarão, por mim, mas falarão. Agora cabe a vocês descobrirem qual da sua múltiplas personalidades o retardado que escreve este (aquele agora) blog está usando.
Bem, a casa está pronta. Todos os posts daqui já foram colocados lá (com suas devidas datas originais - o que foi um saco de fazer). A única coisa que falta é recolocar os comentários de volta. Provavelmente vou fazer isso... mas dá um preguiça...
A casa nova já tem um post novo sobre catolicismo (bem... é, sobre catolicismo) e acho que vou escrever um de boas vindas à vocês lá também. Então até mais na nova casa.
Mário Henrique
Bem, vamos limpas tudo isso e devolver ao inquilino. Valeu blogger.com.br, foi bom enquanto durou. Valeu gatinhos (e um rato). Valeu galera.
Este blog se auto-destruirá em 90 dias
EDIT: Valeu Tadeu pelo toque do link!
8:23 PM
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wTerça-feira, Junho 14, 2005 |
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diabo e democracia
É uma idéia que acaba de me surgir. Ainda não está amadurecida, não tenho noção de como exprimí-la por um texto e nem tenho a intenção de fazê-lo, mas é uma boa idéia e deve ser registrada.
Na verdade não é uma idéia, mas sim uma visão do mundo, uma ligação entre a imagem do diabo e a utilização da democracia. Ambos, ao meu ver, são utilizados como forma de negar nossas responsabilidades com o mundo ao nosso redor. O diabo é nosso bode-espiatório para todos nossos pecados, nossos erros morais e éticos. Ele é colocado como uma força superior com o poder/dever de corromper (e até controlar, em casos estremos) a vontade humana, fazendo com que ela tome decisões e pratique atos fora de sua vontade, que, naturalmente, é altruísta e sempre busca o bem. Não sou eu quem faz o mal, mas sim o diabo através de mim.
Da mesma forma, nós nos usamos da democracia (do governo do povo) para nos esquivar de nossas responsabilidades cívicas, de nossa cidadania. A democracia tem como princípio uma forma de governo controlada pela vontade da maior parte população, que opina e dirige o pais de forma a suprir suas necessidades. É claro que é impossível se debater e votar todas as decisões com todos os cidadãos (pessoas com direito ao voto), por isso, a população é representada por algumas poucas pessoas com a responsabilidade de defender os desejos e opiniões daquelas que a elegeram através do voto. Resumidamente, isso é a democracia. O que acontece depois é que o cidadão que elegeu outro cidadão para defendê-lo, coloca-se numa posição de irresponsabilidade (não mais se responsabilizando) aos seus deveres civís. O que acontece com meu bairro, minha cidade, meu estado, meu país não é mais de minha responsabilidade, mas sim do político ladrão e filha-da-puta que não é confiável. Nada mais é feito, o dever do cidadão se torna votar em alguma figurinha que lhe transmita a possibilidade de mudanças mágicas e depois culpá-la por não sentir estas transformações.
Como colocamos no diabo a culpa por nossos pecados morais, colocamos nos políticos a culpa pelos nossos pecados civís. Há duras penas aprendemos isso a cada dia. Mas eu, talvez inocente (prefiro cristão), ainda acredito no potêncial humano e digo que sinto mudanças.
Mário Henrique
8:35 PM
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wSegunda-feira, Junho 13, 2005 |
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DON'T PANIC
O assunto é "O Guia do Mochileiro das Galáxias", história de Douglas Adams que teve versões para o rádio, livro, tv e, agora, cinema. Eu confesso, não conhecia a história até ler no Jesus, me chicoteia!. Aliás, no Jesus, conheci só a existência dela, a história mesmo, foi no cinema nesse FdS. Viciei! Juro mesmo. Quem me conhece sabe que é assim. Vi o filme, li o livro e já encomendei outros dois da mesma série (uma trilogia de cinco volumes !?). Vale a pena, mesmo!
O Guia conta a história de Arthur e suas viagens pelo Universo após a demolição do planeta Terra para a construção de uma auto-estrada. Com ele está Ford, escritor alienígena fazendo pesqueisa de campo para o Guia; Zaphod um bon-vivant, canalha e presidente da galáxia; Trillian, uma terráquea formada em matemática e astrofísica e Marvin, um robô maníaco-depressivo.
No filme, Arthur e Tillian tem um romance, no livro, pelo menos no primeiro, não (ponto negativo pro livro). Mas, fora isso (e algumas poucas coisas) o filme é uma cópia do livro. Os diálogos e narrações muitas vezes se repetem nas duas versões - algo interessante pra quem já era fã da história. Eu, pessoalmente, gostei mais do filme, principalmente por toda a história romântica e pelo final (e não um grande hiato até o próximo livro).
Mas vale a pena, assistam.
Mário Henrique
3:37 PM
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Você está aqui!
Então a Terra está morrendo (doe uma quantia e nós ajude a mudar essa situação agora!). Nós poluímos, destruímos e matamos o nosso planeta de tal forma que está se tornando insuportável a nossa existência nesse ecosistema. Sim, nós matamos a Terra. Matamos a Terra com o nosso trabalho.
Veja bem, estava tudo tranquilo nas cavernas. Caçavamos o jantar do dia, bebiamos água e, migravamos de tempos em tempos, bem ao naipe do ideal de Jesus Cristo (Mt 6, 25-32). Mas aí alguém teve preguiça e resolveu acumular comida, cultivar o solo, trabalhar para a manutenção e segurança de si mesmo. Olha só a merda que deu!
Hoje nós trabalhamos em funções desnecessárias para supriemos nossos desejos e necessidades inventadas. Mas quem "paga o pato"? O nosso planeta. Sujo, gasto e acabado. Nós violamos o solo, obrigando que ele produza. Nós mudamos às água, fazendo com que elas se voltem para nós. Nós empilhamos as pedras, criando grutas em dias, que naturalmente se formariam em milhões. Nós destruímos o natural, tudo nós é artificial e fruto do nosso trabalho.
Então olhe para o seu mundo? Você está satisfeito? Nós trocamos o essêncial pelo supérfluo.
O trabalho enobrece o homem, mas destrói a Terra.
Mário Henrique
"Buliram muito cô planeta / o planeta como um cachorro eu vejo / quando ele se encher das pulgas se livra delas num sacolejo" - Raul Seixas
11:23 AM
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wSegunda-feira, Junho 06, 2005 |
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"Jump!"
do Van Halen (ou "Vamupulá" do Sandy e Júnior)
Fuçando pela net, descobri que o nonsense não existe somente nas artes, mas também nas atitudes. Existe um site por aí com uma das propóstas mais bizarras que já vi no mundo. Um pulo coletivo de milhões de pessoas para que a Terra mude de órbita, diminuindo o aquecimento global. Não, é sério, eles tem um esquema explicando a nova orbita da terra e quase 166 milhões de "pulantes" cadastrados (precisam de um total de 600 milhões). O pulo tem dia, hora, minuto e segundo exato para acontecer. Por isso, anotem em suas agendas: 20 de Julho de 2006, às 11 horas, 39 minutos e 13 segundos (horário de Greenwich, diminua três horas aqui pro Brasil).
É um pequeno passo para um homem, mas um grande salto para a humanidade.
Mário Henrique
Mais tarde no mesmo post...
Sabe, tava pensando. Será mesmo isso possível? Tem uma história do Neil Gaiman que diz que se mil gatos sonharem o mesmo sonho, tudo mudaria e eles voltariam a reinar sobre a Terra. Soa bobo pra quem não leu a história, mas pra mim não. Não dá um certo medo imaginar o que poderia dar errado se todos pulassem duas vezes ao invés de só uma? Nós estamos tão acostumados a nos sentir inúteis que não conseguimos imaginar que um pequeno salto, numa determinada hora, pode mudar a órbita da Terra. Isso é tão surreal, que vou pular no dia. Cara, isso é totalmente coisa de filme de ficção científica. Estranho...
6:11 PM
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